segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Solidão use com moderação



Solidão: Use com moderação.

Nos primórdios do cristianismo, eram muito comuns os eremitas, crentes, que fugindo da vida mundana, iam para o deserto, onde passavam a viver em cavernas. Nos dias de hoje, esta possibilidade dificilmente ocorreria a alguém, mesmo porque os eremitas não se isolavam completamente: almas caridosas lhes forneciam o necessário para sobreviver. Somos seres gregários: preferimos viver em grupos(família, comunidades). É uma necessidade que está embutida em nossos genes e que é favorecida pela urbanização acelerada por que passa a humanidade. No Brasil, cerca de 80% dos brasileiros vivem em médias ou grandes cidades, onde, o excesso de gente é a regra.
Eventualmente, Porém, pessoas ficam sozinhas(cerca de 15% da população). É o resultado do celibato, da viuvez, de uma opção pessoal, de um problema emocional. Mas, se perguntarem a um médico o que é melhor para a saúde, a resposta certamente será de que viver em companhia de outros, nos favorece.
O neurocientista americano John Cacioppo, da Universidade de Chicago, pesquisador do tema, diz que adultos solitários consomem mais álcool, ingerem dietas mais gordurosas, exercitam-se menos, e seu sono é menos repousante. Um estudo feito na Carnegie Mellon University mostrou que os estudantes mais solitários tinham uma resposta imunológica menos eficiente quando se vacinavam contra a gripe – desenvolviam menos anticorpos.
Numa outra, e curiosa experiência, estudantes da Universidade de Toronto, no Canadá, foram divididos em dois grupos. A um dos grupos pediu-se que evocassem uma situação em que haviam se sentido excluídos. Ao outro grupo, pediu-se que lembrassem de momentos de agradável convivência. Solicitou-se aos estudantes que estimassem a temperatura da sala onde estavam. Para os “solitários”, esta temperatura parecia mas baixa do que era na realidade. Solidão associava-se ao frio.


É uma regra geral, esta? Não, não é. Há pessoas que , vivendo no meio de muita gente, sentem-se sós; e há pessoas que, vivendo sozinhas, conseguem ter amigos, diversão, atividade social. Alias, qualquer pessoa, em determinados momentos, precisa ficar só: para resolver um problema, para pensar sobre a vida. Solidão, usada com moderação, faz bem, sobretudo – e esta é uma condição fundamental – a pessoa está bem consigo mesma.(Moacyr Scliar – texto publicado no jornal A Notícia – 09/11/2009).

terça-feira, 27 de outubro de 2009

As Mídias Educam


As mídias Educam


A facilidade e a rapidez com que as informações nos chegam, através do computador e da internet, nos induz a relegar a segundo plano, as outras mídias, como se já estivessem superadas, ou, se as dominássemos completamente.

Os meios de comunicação audiovisuais desempenham, indiretamente, papel relevante na educação. A TV, principalmente, influencia, dita e forma opinião. Alimenta e atualiza o universo sensorial, afetivo e ético de crianças, jovens e adultos, de forma despretensiosa e sedutora. Para o educador contrapor a isso, uma visão mais crítica, abstrata, fica mais difícil. Enquanto a TV fala da vida, dos problemas afetivos, a escola mantém-se distante, intelectualizada.

A TV usa uma linguagem que seduz, enquanto a escola, em geral, usa uma linguagem cansativa. Por isso, o que a escola tenta contrapor, de forma desorganizada, as mídias desfazem nas horas seguintes.

As mídias tem o poder de mexer com os nossos instintos, desejos, fantasias. Passando do real para o imaginário com incrível facilidade. Não podemos ignorar este fato. A maior parte do referencial que crianças e jovens tem, provem da TV.

Temos que ter(desenvolver) a capacidade de usar essas mídias a nosso favor – em favor do nosso trabalho. como? Conhecendo e dominando essas ferramentas. Fazendo-as atuarem em nosso favor e não brigando contra a sua utilização.

Cabe a nós, educadores, proporcionar uma prática pedagógica muito mais próxima da realidade das nossas crianças e jovens. Contextualizada com o mundo atual. Que aponte alternativas para os desafios que se apresentam. Para a construção de uma consciência crítica. Que conduza a uma educação para a comunicação. Uma educação que procure ajudar individual e coletivamente as pessoas. Usando as mídias como pontes, ligando a sala de aula e o mundo. Exercitando essa nova linguagem que sensibiliza e motiva o aluno.

Não podemos esquecer que ao chegar a escola, a criança já passou por processos de educação importantes: Familiar e pelas mídias. É papel do educador, interpretar e aproveitar esse conhecimento que a criança traz. É preciso que a educação escolar compreenda e incorpore as novas linguagens e desvende seus códigos. Pois, alfabetizar-se não é só apropriar-se dos códigos da linguagem falada e escrita, mas dos códigos de todas as linguagens do homem atual e da sua interação.


Texto inspirado no livro Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica, autor:

MORAN, José Manuel.


terça-feira, 13 de outubro de 2009

Assim sou eu, por enquanto...

Geraldo Bonin, professor de matemática da rede pública estadual do estado de Santa Catarina, a 32 anos. Gosto do que faço. Bixo do mato porque nasci no interior do estado,e, na zona rural. Trabalhei na roça. Atualmente moro em Baln. Camboriú(SC). Pai de três filhos, todos maiores. Sou viuvo. Adoro música sertaneja, gauchesca e italiana.Gosto de cozinhar. Canto e toco violão. Sou torcedor do Corinthians.